27/10/08

Planear

Ao ler a Arte da Guerra de Sun Tzu, duas passagens de texto (entre muitas outras) chamaram-me a atenção:
No Capítulo I - Estabelecer Planos "O general que vence uma batalha faz muitos cálculos no seu templo antes da batalha ser travada. O general que perde uma batalha faz poucos cálculos antecipadamente. Assim, muitos cálculos conduzem à vitória e poucos à derrota; e o que acontecerá se não fizerem nenhuns!"

Mais adiante no Capítulo II - Condução da Guerra temos "...embora tenhamos ouvido de falar de pressa estúpida da guerra, a inteligência nunca foi vista associada a grandes demoras"

Um planeamento cuidado, equacionando as hipóteses relevantes, baseado em dados factuais, focalizado em objectivos claros, é, inquestionavelmente, indispensável para o sucesso de qualquer organização. No entanto, o planeamento deverá ser o mais lesto possível, de modo a que quando terminarmos esta etapa, as condições sejam ainda "as mesmas", e que os objectivos e estratégias delineadas continuem adequadas.

Assim o acto de planear deverá ser algo que está bem definido, sistematizado, permitindo que a sua utilização seja lesta e não um impedimento para a concretização. A estruturação do planeamento que responde a esta necessidade de rapidez, permitirá também os ajustes no planeamento ou "re-planeamento" que, com a velocidade a que os cenários de mercado mudam, se torna cada vez mais preemente (Gestão Estratégica ao invés do Planeamento Estratégico puro)

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